MERCADO: Milho abre semana com cotações firmes no Brasil

Porto Alegre, 23 de maio de 2016 – O mercado brasileiro de milho abriu a
semana com cotações firmes. O mercado segue tentando achar uma transição
para o início da colheita da safrinha, mas ainda não está fácil porque a
oferta segue limitada, dando sustentação aos preços.

Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 38,00 para setembro,
contra R$ 37,50 de sexta-feira. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio
esteve em R$ 36,50, estável. No Paraná, a cotação ficou em R$ 55,00 a saca
em Cascavel, estável. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 52,50 a saca na
Mogiana, contra R$ 52,00 de sexta-feira. Em Campinas CIF, a cotação ficou em
R$ 55,00 a saca, inalterado.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 59,50 a saca em Erechim, contra R$
59,00 anteriormente. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 50,00 a
saca, contra R$ 49,00 de sexta-feira. Em Goiás, preço esteve em R$ 50,00 a
saca em Rio Verde, estável. Em Mato Grosso, o preço ficou em R$ 37,00/41,00.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 500 mil em
maio (15 dias úteis). A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em
apenas 1,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 388,90.

Na comparação com a média diária de abril, houve uma baixa de 98,9% no
valor médio exportado, uma retração de 99,6% na quantidade e alta de 146% no
preço médio. Na comparação com maio de 2015, houve perda de 90,2% no valor
total exportado, recuo de 95,9% na quantidade total e valorização de 121% no
preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram
divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços mais altos. O mercado reverteu perdas iniciais, em meio à
boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos. No começo do dia, a firmeza do
dólar e a queda do petróleo pressionaram as cotações. Após os dados de
inspeção semanal de milho norte-americano, o mercado está esboçando a
recuperação.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a
1.078.464 toneladas na semana encerrada no dia 19 de maio, conforme relatório
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, haviam atingido 1.133.462 toneladas. Em igual período
do ano passado, o total inspecionado foi de 1.007.891 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 57.556.441
toneladas, contra 30.927.631 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos de milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,97
3/4, alta de 3,25 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição setembro de 2016 finalizou cotada a US$ 3,99 3/4 por bushel, alta de
3,00 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,81%,
cotado a R$ 3,5800 para compra e a R$ 3,5820 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5450 e máxima de R$ 3,5900.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS