O diretor do Agroicone, André Nassar, disse, em entrevista à Agência SAFRAS, durante o XVII Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (SNDS), em Atibaia (SP), que os resultados econômicos obtidos na produção de milho nesta safra foram bastante apertados ou mesmo negativos em algumas regiões do Brasil, o que aconteceu com a soja também.
Por conta desse cenário, Nassar entende que existe a possibilidade do produtor rural não aumentar a área de milho e de soja no próximo ano. “Com isso, se as condições climáticas dessa safra não se repetirem no ano que vem, há chance de haver uma produção menor de milho e soja se comparada à obtida na safra 2016/17”, afirma.
Outro fator que pode contribuir para a manutenção de área leva em conta a limitação na disponibilidade de crédito, o que impossibilita grandes investimentos na incorporação de áreas novas.
Nassar disse que, de três anos para cá, os bancos apertaram o sistema de análise de crédito e os números para o próximo Plano Safra mostram que os recursos são praticamente iguais aos deste ano, embora com um custo mais alto em parte dos programas, como nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). “Essa maior dificuldade não induz o produtor a crescer, pois para isso terá de buscar outras fontes de capital”, sinaliza.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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