O mercado brasileiro de milho teve um mês de maio de lentidão nos negócios na maior parte das regiões de comercialização. Não houve grandes mudanças nas cotações, em função das características de oferta e procura ao longo do mês.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado de milho apresentou um perfil de negócios bastante singular durante o mês de maio. “A intensificação da crise política levou a uma discreta atuação tanto de consumidores quanto de produtores. Os consumidores ainda avaliam que compras pontuais são mais eficientes neste momento, considerando que a pressão de oferta durante a safrinha tende a debilitar os preços”, aponta.
Quanto à tendência, alguns fatores podem alterar o rumo do mercado no curto prazo, com base no comportamento da Bolsa de Chicago e do dólar. “Modelos climáticos no Meio Oeste norte-americano e o câmbio podem alterar” o cenário no mercado, afirma Iglesias.
No comparativo mensal de preços, na Mogiana paulista, o preço caiu no mês de R$ 26,50 (ao final de abril) para R$ 25,00 a saca ao final de maio. Em Campinas (CIF), a cotação recuou de R$ 28,50 para R$ 27,00 a saca. Já em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 26,00 para R$ 25,00 a saca. Em Erechim, no Rio Grande do Sul, cotação caindo de R$ 28,00 para R$ 27,00
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 53,2 milhões em maio (22 dias úteis), com média diária de US$ 2,4 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 310 mil toneladas, com média de 14,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 171,60.
Na comparação com a média diária de abril, houve uma elevação de 60,6% no valor médio exportado, uma alta de 63,9% na quantidade média diária e perda de 2% no preço médio. Na comparação com maio de 2016, houve ganho de 922,3% no valor médio diário exportado, elevação de 1.006% na quantidade média diária e desvalorização de 7,6% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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