Porto Alegre, 25 de junho de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Preços internos precificam as boas chuvas em todo o Meio-Oeste dos Estados Unidos na semana
– Possível melhoria das condições das lavouras nesta segunda-feira
– Dia 30 de junho, relatório de área plantada com viés apontado pelos traders para uma área de 93,8 milhões de acres contra 91,1 na Intenção
– Área maior com bom clima pode ajudar a reduzir o stress de estoques mais baixos no médio prazo
– China ausente dos negócios internacionais, tanto no milho, quanto na soja
– Baixa de preços no setor carnes na China segura preços dos grãos locais e no mercado internacional
– Contudo, ainda temos 60 dias de clima no Meio-Oeste para definir esta safra norte-americana e surpresas ainda podem surgir
– Uma safra norte-americana pode trazer os preços na colheita abaixo dos US$ 5,00/bushel
– No mercado brasileiro, a pressão é natural de pré-colheita
– Por maior que tenham sido as perdas nas lavouras de safrinha são 62 milhões de toneladas que chegam ao mercado nos próximos 90 dias
– A pressão se potencializa quando vem associada a uma forte baixa na Bolsa de Chicago e no câmbio
– Mesmo com as baixas na CBOT, os preços externos ainda estão acima da média normal e refletem este quadro de tensão sobre a safra norte-americana
– O câmbio foi a surpresa de junho, cedendo abaixo de R$ 4,95 e pressionando os preços internos das commodities
– O porto agora cedeu a R$ 70/72 para agosto/setembro
– A importação cedeu a R$ 87 para milho argentino, CIF fábrica
– Então há pressão geral para que o milho acomode de preços nesta colheita
– O ponto forte de sustentação é a safrinha menor e esta expectativa psicológica de suporte devido à quebra
– Geadas possíveis no Paraguai, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo é o ponto de avaliação para a semana
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
Copyright 2021 – Grupo CMA
