Porto Alegre, 11 de junho de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– USDA corta estoques norte-americanos para 28 milhões de toneladas, os mais baixos desde 2012
– Contudo, com a China já posicionada em compras até setembro e com as vendas semanais dos EUA se acomodando, o mercado parece não ter visto uma situação crítica para o curto prazo
– A China vai acentuando a utilização de outros insumos na produção animal até chegar a sua nova safra em outubro próximo
– Contudo, não se pode ter certeza das ações chinesas no mercado internacional nas próximas semanas
– A safra norte-americana segue com preocupações devido ao junho mais seco nas Planícies e principalmente em Iowa
– Nesta semana ocorreram chuvas nas Planícies aliviando um pouco a situação mas Iowa segue ainda seco
– Não pode ser avaliada qualquer quebra de produção até o momento, mesmo que alguma localidade tenha registrado replantio
– A atenção é para frente, ou seja, se as chuvas vão retornar ou não
– Por isso, o mercado aguarda as novas projeções de clima nesta próxima semana para avaliar o perfil
– Agora, o mercado está na dependência climática
– O mercado interno tem uma situação agora de pré-colheita da safrinha 21
– Por maior que esteja sendo a quebra da safrinha, nos próximos 90 dias perto de 62 milhões de toneladas entrarão no mercado brasileiro
– As decisões do produtor em vender ou não a safrinha determinarão o movimento de preços nesta colheita
– O outro ponto é a forte diferença entre os preços internos e o nível de porto
– Porto a R$ 85 contra um mercado interno de R$ 95 CIF isto pode conduzir as tradings a virar suas ofertas para o mercado interno e não tanto para a exportação
– Naturalmente, uma boa parte da safrinha já esta comprometida com embarques na exportação, a qual não será revertida para o mercado interno
– Neste ponto, o quadro de atenção. Quanto mais o mercado interno tender a se ajustar ao preço de porto maior será a possibilidade de uma exportação maior. Quanto maior a exportação neste segundo semestre maior a chance de ajuste nos estoques para 2022.
– Fraca exportação representará uma boa sobra interna e acomodação de preços
– Atenção prioritária agora ao clima norte-americano.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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