Porto Alegre, 30 de abril de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias.
– As dificuldades de abastecimento são recorrentes em grande parte do Brasil. O quadro geral pouco mudou: a tendência é pela normalização de abastecimento apenas em agosto. Portanto ainda são, pelo menos, quatro meses de consumo a serem solucionados
– As indicações de preço permanecem em patamar recorde. O referencial Campinas segue posicionado a R$ 105 CIF
– A seca resultou em quebra da safrinha brasileira. De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, a produção deve alcançar o volume de 70,788 milhões de toneladas. Na estimativa anterior, divulgada em março, a projeção era de 80,685 milhões de toneladas
– Os números podem sofrer revisão de acordo com o clima em maio. Cortes ainda mais acentuados podem acontecer em caso de continuidade do estresse hídrico ou em caso de queda acentuada das temperaturas na região Sul.
– Na CBOT, a semana se encerra com agressiva alta dos preços. O clima adverso no Brasil é um fator relevante a ser considerado neste momento, com uma quebra irreversível da safrinha brasileira
– O Weather Market segue extremamente nervoso em função da necessidade de uma safra cheia nos Estados Unidos. Acompanhar informações rotineiras como avanço do plantio, além dos modelos climáticos, é essencial para a compreensão do mercado no mês de maio
– O comportamento da China e suas compras também terá peso na formação de tendência de curto prazo. Portanto, as vendas líquidas semanais também serão relevantes no curto e no médio prazo.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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