Porto Alegre, 12 de março de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Clima na Argentina e a colheita no país a partir de abril são fatores de certa pressão sobre as cotações e os preços deste primeiro semestre
– Preços na China voltaram a cair nesta semana, demonstrando um mercado interno abastecido e sem novas necessidades de curto prazo
– Há uma grande discussão sobre um novo surto de PSA na China, porém, a OIE ainda não confirmou este novo grande surto e tão pouco efeitos negativos para a produção de suínos
– Reta final para o relatório de Intenção de Plantio a ser divulgado pelo USDA no próximo dia 31, para os EUA
– Alguma elevação de área de milho, alguma elevação de área de soja devem ser esperadas.
– Por enquanto, clima não aponta uma variável negativa para um ritmo normal de plantio no Meio-Oeste a partir do final de abril
– Preços seguem em alta ano mercado brasileiro
– Quadro de abastecimento segue ajustado
– Preços firmes a R$ 80 em Minas Gerais, R$ 90 no interior de São Paulo e R$ 85/87 no Paraná
– Colheitas de verão não estão sendo suficientes para atender toda a demanda de curto prazo
– Safrinha 21 chega a 71% da área plantada, atrasada, mas avançando
– Não há, até o momento, sinais claros que a área estimada com 6,4% de aumento não será plantada, mesmo com o atual atraso
– É claro, o foco no clima entre abril e junho será fundamental para o quadro de produção
– Preços devem seguir firmes até que a safrinha 21 comece a ser colhida em volume no final de julho.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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