MILHO: Mercado vai acompanhar pressão de venda no Brasil – SAFRAS

    Porto Alegre, 11 de dezembro de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari:

– O mercado esperava estoques estáveis para o milho. O USDA confirmou a expectativa mantendo o estoque em 43 milhões de tons, o mesmo da estimativa de novembro.

– A única surpresa no mercado de milho foi a elevação da projeção de importações para este ano comercial de 13 para 16,5 mt por parte da China. O USDA, contudo, não apontou a origem desta importação em seu quadro geral.

– O outro ponto foi o corte de estoques de trigo nos EUA e, neste fechamento de semana, da decisão russa em tributar a exportação de trigo e limitar os volumes.

– A forte alta do trigo no mercado internacional, como consequência, pode colaborar para altas no milho na Bolsa de Chicago.

– Paralelamente, os preços na CBOT dependem deste movimento do trigo, do ressurgimento das compras pela China no milho e de alguma situação climática na Argentina.

* Mercado interno apresenta um quadro ainda com alguma pressão de venda pelos produtores.

* Muitos consumidores agora utilizando seus estoques a permanecem fora das compras de milho.

* Contudo, as perdas de produção na região Sul já quebram a sazonalidade da oferta, com ausência de vendedores no RS e SC para jan e fev.

* Esta é uma situação preocupante, pois a retomada de negócios em janeiro poderá encontrar um ambiente em que os produtores já negociaram o que precisavam e passarão a estar focados na safra de soja.

* As altas a partir de janeiro podem ser expressivas no mercado interno brasileiro.

* Por outro lado, a valorização do Real e os preços externos acomodados não permitem uma boa matemática para a safrinha 21. Os preços de porto estão em R$ 56/57/58 para ago/set. Sem a exportação, há pouco espaço para suporte de preços no segundo semestre de 2021.

* Até a confirmação da safrinha, no entanto, há o plantio e desenvolvimento das lavouras, neste ano plantadas mais para fevereiro e março.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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