Porto Alegre, 08 de dezembro de 2020 – O mercado brasileiro de milho teve um dia de cotações pressionadas na maior parte das regiões. Porém, o limite de alta alcançado no milho na B3, no mercado futuro, surpreendeu e deu sustentação aos preços em algumas praças, com destaque para São Paulo, onde os valores subiram. Houve menor fixação de oferta em algumas regiões, o que deu suporte aos preços.
Mas, em linhas gerais, os consumidores de maior porte ainda sinalizam para algum conforto em seus estoques, e também não atuaram ativamente no decorrer da terça-feira, como coloca o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. E isso pesa sobre os preços.
No Porto de Santos, o preço ficou em R$ 69,00/74,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço em R$ 69,00/74,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 70,00/73,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 69,00/70,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 72,00/73,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 83,00/85,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 66,00/70,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 69,00 – R$ 71,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 63,00/67,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelas chuvas benéficas às lavouras da América do Sul e pelo movimento de posicionamento de carteiras frente ao relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os estoques de passagem da safra 2020/21 dos Estados Unidos devem ser apontados em 1,697 bilhão de bushels, ante os 1,702 bilhão estimados no mês passado.
A previsão é de que os estoques finais de passagem da safra mundial 2019/20 sejam apontados em 302,7 milhões de toneladas, abaixo dos 303,3 milhões indicados no mês passado. Para a safra 2020/21 a estimativa é de que os estoques finais globais fiquem em 289,3 milhões de toneladas, aquém das 291,4 milhões de toneladas indicadas em novembro.
A safra de milho do Brasil 2020/21 deverá ser indicada em 109,1 milhões de toneladas, contra as 110 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O USDA também tende a reduzir a previsão de safra da Argentina 2020/21 de 50 milhões de toneladas para 49,25 milhões de toneladas.
Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,19 3/4, com baixa de 4,25 centavos, ou 1%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,23 por bushel, perda de 3,75 centavos de dólar, ou 0,87%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,1310 para venda e a R$ 5,1290 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0640 e a máxima de R$ 5,1400.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS
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