Porto Alegre, 13 de novembro de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Após a surpresa nos dados do USDA, o mercado concretizou o suporte acima de US$ 4.20/bushel para a CBOT
– O USDA trouxe um corte inesperado para a safra dos EUA para 368 milhões de toneladas. Com isso, colocou os estoques nos mais baixos níveis desde 2014, 43 milhões de toneladas
– A situação está neste ambiente pela projeção de exportação recorde para 67 milhões de toneladas, amparada por uma suposta maior compra por parte da China.
– Se a China não comprar muito mais milho dos EUA nos próximos meses, haverá uma revisão para baixo nesta projeção e aumento de estoques
– Safra da América do Sul agora em foco, em particular da Argentina
– Clima bastante irregular na América do Sul poderá ser ponto de volatilidade nos preços externos
– Demanda da China no mercado internacional sem surpresas até o momento
– Mercado brasileiro um pouco mais estável na semana, porém sem sinais de baixas
– Quebra no Sul do Brasil é expressiva. Produtores devem transformar maior parte das lavouras de milho para silagem devido à forte quebra de produtividade
– Mesmo com chuvas, não há retorno da produção daqui para frente
– Chuvas retornaram em boa parte do país, mas ainda de forma irregular
– Colheitas de verão de milho somente para após março devido aos atrasos de plantio
– Alguma preocupação com datas da safrinha, mas ainda sem comprometer área a ser plantada
– Exportações chegam a 30 milhões de toneladas; novembro nomeando 5,7 milhões de toneladas
– Não há venda por parte de tradings no mercado interno, muito menos por indústrias de etanol, as quais estão com altíssima demanda de DDG
– Milho segue com seu longo caminho para abastecimento até julho/21 com a entrada da safrinha.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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