O mercado brasileiro de milho teve uma semana de poucos negócios diante do foco na soja. Os produtores estão concentrados na colheita e armazenagem da oleaginosa no momento, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Outra questão importante é o real amplamente desvalorizado, que deu suporte aos preços no porto e interferiu no restante da cadeia e na postura dos agentes, que estão mais cautelosos no que se refere à safrinha.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 67,4 milhões até a segunda semana de março (dez dias úteis), com média diária de US$ 6,7 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 345,3 mil toneladas, com média diária de 34,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 195,00.
Entre fevereiro e março, houve uma baixa de 41,3% no valor médio exportado, uma desvalorização de 43,7% na quantidade e um acréscimo de 4,4% no preço médio. Na relação entre março de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve alta de 4.4% no valor total exportado, avanço de 13,6% na quantidade total e desvalorização de 8,1% no preço médio.
Nesta quinta-feira (19), para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou a R$ 30,50/31,50 a saca. No Porto de Santos, preço em R$ 31,50/32,50. No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou inalterada, a R$ 25,50/26,00. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 27/28,00, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação a R$ 29/29,50.
No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 27/28,00, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia a R$ 28,50/29,30 a saca. Em Goiás, preço a R$ 25/26,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço a R$ 19/20,00, em Rondonópolis.
