MERCADO: Milho encerra semana mantendo avanços nos preços

    Porto Alegre, 24 de janeiro de 2020 – O mercado brasileiro de milho manteve os preços firmes nesta sexta-feira, de estáveis a mais altos contra o dia anterior. Segue o reflexo no mercado da oferta restrita, que vai promovendo avanços graduais nas cotações. Com a colheita da soja evoluindo, há o encarecimento do frete, que pressiona as cotações do milho com a dificuldade no transporte. Com o foco na colheita da soja, a comercialização do milho acaba ficando em segundo plano.

   No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 41,00/48,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 41,00/50,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 46,00/47,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 49,00/50,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 54,00/54,50 a saca.

   No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 48,50/50,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 48,00/49,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 45,00/46,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 43,00/44,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros. Apesar do registro de melhora na demanda para o cereal norte-americano, a ausência de confirmação de compras pela China, que estará no feriado do Ano Novo Lunar durante toda a próxima semana, desanima os investidores, que apostavam numa retomada nos negócios logo após a assinatura da fase um do acordo comercial com os Estados Unidos.

     Na semana, a posição março acumulou queda de 0,52%.

    Hoje os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 142.428 toneladas de milho para destinos não revelados. O cereal será entregue na temporada 2019/20.

   As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2019/20, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.006.900 toneladas na semana encerrada 16 de janeiro. Representa uma elevação de 28% frente à semana anterior e um avanço de 92% sobre à média das últimas quatro semanas. O Japão liderou as compras com 372.600 toneladas. Para a temporada 2020/21, foram mais 2 mil toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,2 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 3,87 1/4, com baixa de 6,50 centavos ou 1,65%. A posição maio de 2019 fechou a US$ 3,92 3/4 por bushel, recuo de 5,75 centavos de dólar, ou 1,44%, em relação ao fechamento.

     Câmbio

    O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,47%, cotado a R$ 4,1850 para compra e a R$ 4,1870 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1660 e a máxima de R$ 4,1920.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS