MILHO: Acordo China-EUA e retenção do produtor se destacam – SAFRAS

   Porto Alegre, 13 de dezembro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias:

* Após um extenso período de negociações EUA e China finalmente alcançaram um denominador comum e firmaram uma primeira fase de um acordo comercial.

* Agora a China possui a obrigatoriedade de importar determinados volumes de commodities agrícolas norte-americanas, incluindo soja e carne suína.

* A expectativa do presidente norte-americano, Donald Trump, é que a China importe em torno de 50 bilhões de dólares em commodities agrícolas dos EUA.

* A segunda fase ainda encontra entraves, avaliando a complexidade das questões abordadas, a começar por transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual.

* O fato é que a assinatura do acordo levou a um grande otimismo no mercado financeiro mundial, na CBOT não foi diferente, apresentando alta entre os principais ativos listados na Bolsa. 

* O quadro no mercado disponível apresenta poucas alterações, com o fluxo apenas residual de negociações. Os produtores em grande parte do país ainda optam pela retenção como estratégia recorrente.

* A tendência para a segunda quinzena do mês é de uma maior morosidade da logística, resultando em dificuldades para os consumidores, essa situação aumenta a possibilidade de um maior ímpeto de compra no início de 2020.

*  Em São Paulo o quadro de oferta restrita resultou em novo salto dos preços locais, com a indicação de oferta na região da Sorocabana retornando ao patamar de R$ 46, enquanto o referencial Campinas foi posicionado a R$ 50 CIF.

* O cenário para o primeiro quadrimestre se desenha muito complicado, com uma safra verão reduzida em meio a necessidade logística de escoar a produção de soja, situação que costumeiramente resulta em descolamento dos preços do milho.

DESTAQUES

-alcançaram um denominador comum e firmaram uma primeira fase de um acordo comercial.

-commodities agrícolas norte-americanas, incluindo soja e carne suína.

-importe em torno de 50 bilhões de dólares em commodities agrícolas dos EUA.

-questões abordadas, a começar por transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual.

-financeiro mundial, na CBOT não foi diferente, apresentando alta entre os principais ativos listados na Bolsa. 

-apenas residual de negociações. Os produtores em grande parte do país ainda optam pela retenção como estratégia recorrente.

-logística, resultando em dificuldades para os consumidores, essa situação aumenta a possibilidade de um maior ímpeto de compra no início de 2020.

-preços locais, com a indicação de oferta na região da Sorocabana retornando ao patamar de R$ 46, enquanto o referencial Campinas foi posicionado a R$ 50 CIF.

-safra verão reduzida em meio a necessidade logística de escoar a produção de soja, situação que costumeiramente resulta em descolamento dos preços do milho.