Porto Alegre, 13 de dezembro de 2019 – O quadro no mercado disponível de milho apresenta poucas alterações, com o fluxo apenas residual de negociações. “Os produtores em grande parte do país ainda optam pela retenção como estratégia recorrente. A tendência para a segunda quinzena do mês é de uma maior morosidade da logística, resultando em dificuldades para os consumidores”, comenta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Ele indica que esse cenário aumenta a possibilidade de um maior ímpeto de compra no início de 2020.
No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 40,00/48,00 a saca. Em Santos,o preço girou em torno de R$ 41,50/48,50 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 42,00/44,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 47,00/48,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 49,00/50,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 45,00/46,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 46,00/48,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 41,00/43,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 36,00/37,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços em alta. Na semana, março acumulou ganho de 1,12%. O mercado foi contagiado pelo otimismo global, após China e Estados Unidos terem fechado um acordo de primeira fase na disputa comercial.
Estados Unidos e China devem assinar a fase um do acordo comercial na primeira semana de janeiro, em Washington, disse o representante de comércio norte-americano, Robert Lighthizer. “O acordo será assinado por ministros e não pelos presidentes Donald Trump e Xi Jinping”, disse.
Falando a repórteres, Lighthizer afirmou que não haverá a imposição de tarifas enquanto os dois países se ativerem ao acordo, que não tem um prazo inicial de vigência. “As negociações da segunda fase devem começar em breve e, embora não tenha data definida, devem começar antes das eleições de novembro de 2020”, disse.
Lighthizer também confirmou algumas informações publicadas mais cedo indicando que as compras de produtos norte-americanos pela China devem somar US$200 bilhões. Deste total, US$ 40 bilhões serão de produtos agrícolas.
“Tenho certeza que a China fará o máximo esforço para chegar a US$ 50 bilhões em comprar agrícolas”, afirmou Lighthizer, acrescentando que produtos manufatores e energia também estão nessa conta, incluindo gás natural.
Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 3,81, com alta de 3,50 centavos ou 0,86%. A posição maio/20 de 2019 fechou a US$ 3,88 por bushel, ganho de 3,75 centavos ou 0,97%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,36%, sendo negociado a R$ 4,1090 para venda e a R$ 4,1070 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0780 e a máxima de R$ 4,1190.
Na semana, o dólar caiu 0,89% ante o real.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS
