Porto Alegre, 9 de novembro de 2017 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado repercutiu o relatório baixista de oferta e demanda de novembro do Departamento
de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado há pouco.
O USDA previu que safra 2017/18 americana deve atingir 14,578 bilhões de bushels, acima dos 14,280 bilhões de bushels estimados no mês passado, enquanto o mercado projetava uma produção de 14,322 bilhões de bushels. A
produtividade média foi elevada de 171,8 bushels por acre para 175,4 bushels por acre, enquanto o mercado esperava uma produtividade de 172,3 bushels por acre. A área a ser plantada foi mantida em 90,4 milhões de acres e a área a
ser colhida em 83,1 milhões de acres.
Os estoques finais foram estimados em 2,487 bilhões de bushels, ante os 2,340 bilhões do relatório passado, enquanto o mercado trabalhava com estoques de 2,36 bilhões de bushels. As exportações foram indicadas em 1,925 bilhão de bushels, ante os 1,850 bilhão indicados em outubro e o uso de milho para a produção de etanol foi mantido em 5,475 bilhões de bushels.
A safra global 2017/18 foi estimada em 1.043,90 milhão de toneladas, ante os 1.038,80 milhão de toneladas apontados em outubro. Os estoques finais da safra mundial 2017/18 foram projetados em 203,86 milhões de toneladas, acima das 200,96 milhões de toneladas apontadas no mês passado, enquanto o mercado trabalhava com uma expectativa de 201 milhões de toneladas.
Os contratos de milho com entrega em dezembro eram cotados a US$ 3,41 1/2, recuo de 6,75 centavos de dólar, ou -1,93%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2018 era cotada a US$ 3,54 3/4 por bushel, baixa
de 6,50 centavos, ou -1,79%, em relação ao fechamento anterior.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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