Porto Alegre, 20 de outubro de 2017 – O mercado de milho deve ter uma
sexta-feira de negócios limitados no Brasil. Os vendedores seguem mantendo os
estoques do cereal, apostando em maiores preços. Já os compradores procuram
adquirir apenas volumes para atender as necessidades mais imediatas de
consumo, por conta das cotações elevadas. No cenário internacional a Bolsa de
Mercadorias de Chicago chegou ao intervalo da sessão eletrônica em leve alta,
mas a tendência é de um fortalecimento nos preços na retomada dos negócios
diante da boa demanda para o cereal norte-americano.
CHICAGO
* A Bolsa de Chicago operava com alta de 0,14% para o contrato dezembro,
cotada a US$ 3,49 1/2 por bushel.
* O mercado segue sustentado pela expectativa de chuvas no cinturão produtor
no final de semana, que pode gerar atrasos na colheita de milho.
* A boa demanda para o cereal norte-americano deve garantir suporte na
retomada dos negócios.
* Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 120.000 toneladas de milho à
Espanha, com entrega na temporada comercial 2017/18.
* Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 125.000 toneladas de milho a
destinos não revelados, para entrega em 2017/18.
* Ontem (19), os contratos de milho com entrega em dezembro eram cotados a
US$ 3,49, alta de 0,50 centavo de dólar, ou +0,14%, em relação ao fechamento
anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,15% neste momento, cotado a R$ 3,181.
* O dólar comercial opera em alta frente ao real, acompanhando o desempenho
no mercado externo, que reage à aprovação pelo Senado dos Estados Unidos do
plano de orçamento para o próximo ano fiscal. A divulgação do IPCA-15
também deve mexer. No radar ainda está o discurso da presidente do Fed
(Federal Reserve, o banco central norte-americano), Janet Yellen.
INDICADORES FINANCEIROS
* As bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, +0,25%. Tóquio, +0,04%.
* As bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,04%, Frankfurt, +0,08% e
Londres, +0,18%.
* O petróleo opera em baixa. Novembro do WTI em NY: US$ 51,07 barril (-0,42%).
* O dólar opera misto. Euro, +,0,44%, iene, +0,73%; libra-esterlina, -0,12%.
MERCADO INTERNO
* O mercado brasileiro de milho segue inalterado. Consumidores buscam não
alongar em demasia seus estoques, enquanto que os produtores ainda carregam
a predileção em negociar soja, mantendo o milho estocado. Não há indícios de
alteração desse perfil no curto prazo, aponta o analista de SAFRAS & Mercado,
Fernando Henrique Iglesias.
* Nos portos de Paranaguá e Santos, a cotação ficou em R$ 28,00/29,00 a saca
de 60 quilos. No Paraná, a cotação ficou em R$ 27,00/28,00 a saca em
Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 28,00/30,00 a saca na Mogiana.
Em Campinas CIF, preço de R$ 32,50/33,00 a saca.
* No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 31,00/32,50 em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em R$ 28,50/30,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$
23,50/24,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 16,50/20,00 a
saca em Rondonópolis.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
