Porto Alegre, 25 de agosto de 2017 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão
merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana, com destaque para
os preparativos para o início da colheita do grão nos Estados Unidos. As dicas
são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Mercado externo sem força para correção de preços as vésperas do inicio
da colheita nos EUA
– ProFarmer coloca produtividade em 167,1, abaixo do USDA, mas que ainda
mantém a produção em 354 milhões de toneladas e estoques de 54 milhões de
toneladas
– CBOT abaixo de US$ 3.50 no milho parece ser a tônica para os preços até
dezembro com a colheita dos EUA, já que as exportações locais não conseguem
avançar
– Colheita se iniciando daqui a duas semanas nos EUA e falta de novos
indicadores para preços limitam altas externas
– Mercado interno talvez perdendo um grande momento ainda de venda
– Colheita norte-americana e conversão da demanda para o produto dos EUA
pode reduzir exportações potenciais do Brasil
– Isto em função de que o milho no Golfo está US$ 10/tonelada mais barato que
o milho brasileiro, assim como o argentino
– Tradings já começam a desviar navios para embarques na Argentina devido à
dificuldade de compra no mercado brasileiro
– Cargas de curto prazo começam a sair incompletas por que o produtor não
vende
– Esta situação de retenção interna pode levar o Brasil a perder força nos
embarques na exportação e acumular mais estoque de passagem para 2018
– Preços internos acima do porto passam a ser uma questão problemática ao
Brasil para esta transição de ano. Preços podem cair muito no final do ano
com pressão de venda tardia
– Leilões do governo encerrados e ainda sem definição de novos recursos para
este fim.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
