Porto Alegre, 18 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de milho teve
uma semana de preços firmes e de cenário confuso com a logística. Os fretes
seguem apresentando escassez de caminhões e altos custos, o que eleva as
cotações do milho ao comprador. Os armazéns estão ficando cada vez mais
lotados com o milho safrinha, mas a oferta está controlada pelos vendedores.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, a oferta é
limitada, com pouca fixação pelo produtor. Molinari diz que o mercado interno
está se descolando das indicações e referências de preço dos portos, o que
passa a ser um problema futuro para as exportações.
No porto de Paranaguá, a cotação está em R$ 28,00 a saca. Em Santos,
preço de R$ 28,50 a saca. No Paraná, a cotação é de R$ 22,00/23,00 a saca
em Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 24,00/24,50 a saca na Mogiana.
Em Campinas CIF, preço de R$ 29,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 28,00 em Erechim. Em Minas Gerais,
preço em R$ 24,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 20,00 em Rio
Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 13,00/17,00 a saca em Rondonópolis.
Leilões
A Companhia Nacional de Abastecimento negociou 240 mil toneladas de milho
em grãos a granel no leilão de aviso PEP N 171/17 realizado nesta
quinta-feira. A demanda foi de 100% do volume colocada à venda.
Para o Aviso – PEPRO N 172/2017, foram negociados 568,74 mil toneladas,
representando 98,4% da oferta de 578 mil toneladas colocadas à venda. Das 818
mil toneladas ofertadas, somando os dois avisos, a Conab negociou 808,74 mil
toneladas, representando 98,87% do volume ofertado.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
