PORTOS: Arco Norte ganha importância na exportação de soja e milho

Porto Alegre, 17 de agosto de 2017 – Com a projeção de aumento de 50
milhões de toneladas na produção brasileira de soja e milho na safra
2016/2017, saltando de 162 milhões de toneladas para 211,2 milhões de
toneladas e com a expectativa de exportar 51,13% desse volume (108 milhões
toneladas de soja em grão e farelo e de milho) neste ano, os portos brasileiros
ganham importância para a recuperação da economia, rendendo divisas.

O porto de Santos continua sendo o principal canal de escoamento de milho e
soja, apesar do crescimento apresentado pelos portos do Arco Norte (Itacoatiara
e Itaqui, no Maranhão, Santarém e Barcarena, no Pará, e Salvador (BA). De
acordo com estudo da movimentação dos portos realizado pela Secretaria de
Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa), no período de janeiro a julho deste ano, pela cidade
paulista, foram embarcados 21,4 milhões de toneladas de milho e soja. A
expectativa é de que chegue a 37 milhões de toneladas até o fim do ano.

Os portos do Arco Norte foram responsáveis pelo embarque, entre janeiro e
julho, de 15,3 milhões de toneladas de milho e soja, número que deve crescer
até 26 milhões de toneladas nos 12 meses do ano. O Arco Norte já corresponde
por 24% do total desses produtos exportados. A capacidade portuária (de
embarque) desses portos alcança 40 milhões de toneladas.

Para o coordenador-geral de Infraestrutura, Logística e Geoconhecimento
para o Setor Agropecuário, da SPA, Carlos Alberto Nunes Batista, o volume
embarcado pelos portos do Norte e do Nordeste demonstra evolução significativa
na logística de exportação dos produtos agrícolas brasileiros. “Confirma
a efetividade dos investimentos privados nessas regiões, além de contribuir
para a redução do custo logístico na exportação e a menor pressão nos
portos do Sul e Sudeste”, observou. Carlos Alberto acrescenta que esses
corredores reduzem as distâncias rodoviárias, já que disponibilizam a
intermodalidade de transporte rodo-hidroviário e rodo-ferroviário.

Processos de gestão implementados pelo Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pela Polícia Rodoviária Federal, na
BR-163, em território paraense, serão adotados em caráter preventivo em 2018,
devendo assegurar a regularidade do tráfego no escoamento da safra 2017/2018,
alerta o coordenador-geral.

A movimentação em outros portos como o de Paranaguá (PR), de janeiro a
julho deste ano, registrou remessas de 11,8 milhões de toneladas de soja e
milho. Já os portos de Santa Catarina (Imbituba e São Francisco) embarcaram
4,8 milhões de toneladas. O porto do Rio Grande (RS) teve movimentação de 8,6
milhões de toneladas e o de Vitória (ES), 2,9 milhões de toneladas de soja e
milho.

O setor agrícola tem recebido atenção especial para conferir maior
competitividade aos produtos exportados e a agricultura tem contribuído para a
economia do país, salienta o secretário de Política Agrícola, Neri Geller.

As principais rodovias que cortam áreas produtivas do estado do Mato
Grosso recebem manutenção para manter a trafegabilidade e o fluxo dos produtos
em direção aos portos e às zonas agroindustriais. Geller lembra ainda a
recente liberação da licença de instalação para construção de oito pontes
de concreto na BR 242, localizadas entre Nova Ubiratã e Santiago do Norte, no
Mato Grosso, “deve contribuir para a melhoria da logística para a produção
da área de influência da rodovia”.

Faltando ainda cinco meses até o fechamento do ano, não resta dúvida de
que as exportações de soja e milho neste ano atingirão novo recorde, podendo
alcançar 76 milhões de toneladas de soja (grão e farelo) e 32 milhões de
toneladas de milho, conclui Geller.

As informações são do Mapa.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS