Porto Alegre, 5 de julho de 2017 – O mercado brasileiro de milho
aguardava pelo retorno da Bolsa de Chicago para ter um melhor direcionamento. A
sessão volátil durante a quarta-feira em Chicago levou há um quadro de
instabilidade na formação dos preços nos portos, apontou o analista de SAFRAS
& Mercado, Fernando Henrique Iglesias. O mercado apresentou boa fluidez em
determinados estados, com bom volume de negócios concretizados.
No porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 29,00 a saca, e em Santos em
R$ 29,50. No Paraná, a cotação ficou em R$ 20,50/21,50 a saca em Cascavel.
Em São Paulo, o preço esteve em R$ 24,00/25,00 a saca na Mogiana. Em
Campinas CIF, preço de R$ 26,50/27,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 25,00/26,50 em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em R$ 23,00/24,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$
18,50/19,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 13,00/16,00 a saca.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho registrou preços
mais altos. A previsão de clima seco e temperaturas elevadas para as regiões
produtoras dos Estados Unidos seguiu dando sustentação aos preços.
O mercado aguarda, agora, o relatório do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), que pode confirmar este impacto negativo do clima sobre
as lavouras. A aposta é de um corte de um ponto percentual no índice de
lavouras entre boas e excelentes condições. Os números serão conhecidos às
17hs.
Os contratos de milho com entrega em setembro eram cotados a US$ 3,92, com
alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,9%, em relação ao fechamento anterior. A
posição dezembro de 2017 era cotada a US$ 4,04, por bushel, ganho de 4,75
centavos, ou 1,18%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão com baixa de 0,45%, cotado a R$ 3,2930
para compra e a R$ 3,2950 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,2930 e a máxima de R$ 3,3320.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
