Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana, com destaque ao mercado climático nos EUA e às oscilações cambiais para o Brasil. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Mercado norte-americano segue em meio ao Weather Market. Este momento costuma ser marcado por grande volatilidade da Bolsa de Chicago
– Nesse caso os modelos climáticos envolvendo o Meio-Oeste norte-americano permanecem extremamente relevantes para a formação de tendência de curto e de médio prazo, principalmente no verão norte-americano, período marcado pela
floração e pela polinização do milho, momento chave no desenvolvimento das lavouras
– O relatório de Oferta e Demanda divulgado pelo USDA no próximo dia 09 também será relevante para a formação de tendência de curto prazo
– Da mesma maneira que os relatórios semanais que avaliam a condição das lavouras também serão de grande relevância.
– No mercado interno o perfil de negócios vem sendo mantido nas últimas semanas. A crise política no Brasil ainda produz alguma volatilidade cambial, fazendo com que consumidores e produtores atuem de maneira mais discreta
– Além disso, os consumidores em geral avaliam que manter os estoques reduzidos é a melhor estratégia às vésperas da colheita do milho safrinha. A pressão de oferta deve forçar a queda dos preços internos.
– De acordo com projeção da Safras & Mercado a safrinha brasileira foi estimada em 66,591 milhões de toneladas, 49,1% acima do que a obtida em 2015/16, de 44,659 milhões de toneladas
– A produção brasileira de milho deverá alcançar um volume recorde de 106,437 milhões de toneladas na temporada 2016/17
– Esses números apontam para intensa pressão de oferta no mercado interno. Existem apenas dois fatores capazes de alterar esse quadro. Um problema de ordem climática nos EUA, ou uma expressiva desvalorização do real em meio à crise política, estimulando as exportações de commodities em geral.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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