Porto Alegre, 1 de dezembro de 2016 – O mercado brasileiro de milho
começou a apresentar diferenças no decorrer desta semana. Os produtores
começaram a retrair a intenção de venda em determinados estados, justamente o
caso de São Paulo, testando a posição dos estoques dos principais
consumidores do mercado, como destaca o analista de SAFRAS & Mercado,
Fernando Henrique Iglesias. O movimento de alta na BM&F e a desvalorização
do real são os principais fatores para justificar esse quadro, indica.
No porto de Santos, a referência ficou em R$ 33,00 a saca para o
disponível. Em Paranaguá, indicação de R$ 36,50 a saca. No Paraná, a
cotação ficou em R$ 33,00/34,00 em Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve
em R$ 34,50/35,50 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou em
R$ 36,00/37,00.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 40,00/42,00 a saca em Erechim. Em
Minas Gerais, preço em R$ 36,00/38,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve
em R$ 30,80/31,50 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou entre R$
28,00/30,00 a saca em Rondonópolis.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços mais baixos. O mercado acelerou as perdas, em meio ao
fraco desempenho das vendas líquidas semanais de milho. O grão ainda foi
pressionado pela forte queda do trigo, em meio a um cenário de ampla oferta
global e de valorização do dólar.
Segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA), as vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada
comercial 2016/17, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 761.600
toneladas na semana encerrada em 24 de novembro. O número ficou 55% abaixo
da semana anterior e 50% inferior à média das últimas quatro semanas. Japão
foi o principal comprador com 228.300 toneladas. A estimativa de analistas
oscilava de 650 mil a 1,8 milhão de toneladas.
Os contratos de milho com entrega em março de 2017 fecharam cotados a US$
3,42 1/2, baixa de 6,00 centavos de dólar, ou -1,72%, em relação ao
fechamento anterior. A posição maio de 2017 finalizou cotada a US$ 3,50 por
bushel, recuo de 5,75 centavo de dólar, ou -1,61%.
Câmbio
O dólar comercial fechou o primeiro pregão de dezembro com forte alta,
registrando ganhos de 2,42%, a R$ 3,469 na venda, diante do aumento da tensão
no cenário político brasileiro. Para analistas, cresceu o receio de que as
delações premiadas de diretores da Odebrecht e que embates com o Judiciário
possam enfraquecer o governo do presidente Michel Temer.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
