Porto Alegre, 28 de outubro de 2016 – As províncias de grãos da China
indicaram que irão fornecer um robusto suporte para elevar o consumo de milho
no país, depois que o governo adotou medidas para se desfazer de seus estoques.
Segundo informações divulgadas pelo portal Agrimoney, três estados
produtores de milho adotarão subsídios na tentativa de aumentar a produção
de etanol, que vem se definhando devido aos altos preços do cereal no mercado
doméstico. A província de Heilongjiang informou que adotará um subsídio não
especificado paro o consumo. Já as províncias de Jilin e Liaoning informaram
que vão oferecer 200 yuan por tonelada de milho consumido.
No momento a China tenta lutar contra o excesso de milho, após anos
seguidos de produção crescente, incentivados por uma política de preço
mínimo, que fez com que o governo adquirisse grandes estoques.
Nessa semana o Conselho Internacional de Grãos apontou que os estoques de
milho da China poderiam alcançar 200 milhões de toneladas no final do ano, o
que representa 40% dos estoques mundiais do cereal.
No longo prazo, a China pretende cortar a produção de milho, a partir de
uma redução na área plantada em 0,7% ao ano nos próximos cinco anos. As
informações partem do portal Agrimoney.
