Porto Alegre, 18 de agosto de 2016 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) para o milho fechou as operações de hoje com preços mais altos. O
mercado foi sustentado pelo bom desempenho das vendas líquidas
norte-americanas de milho e por novos negócios envolvendo exportadores privados.
Os preços chegaram a ser pressionados pela perspectiva de ocorrência de chuvas
no cinturão produtor estadunidense nas próximas duas semanas. As precipitações
devem trazer uma boa situação de umidade para as lavouras, garantido um
desenvolvimento para o cereal.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2015/16, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 167.400 toneladas na
semana encerrada em 11 de agosto. Segundo o Departamento de Agricultura do
País (USDA), o número ficou 72% abaixo da semana anterior e 61% inferior a
média das últimas quatro semanas. Japão liderou as compras com 97.700 toneladas.
Para 2016/17, as vendas ficaram em 1.042.700 toneladas. Analistas esperavam
exportações de 800 mil a 1,5 milhão de toneladas somando as duas temporadas.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 101.600 toneladas de milho
para destinos não revelados para entrega na temporada 2016/17.
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 3,32,
alta de 1,75 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição
dezembro de 2016 finalizou cotada a US$ 3,42 por bushel, recuo de 2,25
centavos em relação ao fechamento anterior.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
