Porto Alegre, 27 de junho de 2016 – O mercado brasileiro de milho teve
uma segunda-feira de preços de estáveis a mais baixos. As cotações continuam
cedendo na medida em que vai crescendo a oferta nas praças de
comercialização com a evolução da colheita da safrinha. O mercado está
focado no ritmo da colheita.
Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 38,00 a saca. Enquanto
isso, em Paranaguá, o preço médio esteve em R$ 37,00. No Paraná, a cotação
ficou em R$ 40,00/42,00. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 40,00/42,00 a
saca na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou em R$ 43,00/44,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 55,00/56,00 na média. Em Minas
Gerais, preço em R$ 43,00/45,00 a saca. Em Goiás, preço esteve em R$
40,00/42,00 a saca em Rio Verde. Em Mato Grosso, o preço ficou em R$
26,00/30,00.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,8 milhão
em junho (18 dias úteis), com média diária de US$ 100 mil. A quantidade
total de milho exportada pelo país ficou em apenas 6,5 mil, com média de 400
toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 285,40.
Na comparação com a média diária de maio, houve uma baixa de 56,6% no
valor médio exportado, uma retração de 71,7% na quantidade e alta de 53,7% no
preço médio. Na comparação com junho de 2015, houve perda de 90,8% no valor
total exportado, recuo de 94,5% na quantidade total e valorização de 66,7% no
preço médio.
Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram
divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços predominantemente mais altos. O mercado buscou suporte
nos sinais de melhora na demanda para o cereal estadunidense.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a
1.451.227 toneladas na semana encerrada no dia 23 de junho, conforme relatório
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.235.070 toneladas. Em igual período do ano
passado, o total inspecionado foi de 1.041.387 toneladas. No acumulado do
ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 33.875.356
toneladas, contra 35.928.039 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
As preocupações com o clima quente e seco também ajudam a sustentar os
preços. O mercado acredita que o relatório de condições das lavouras, a ser
divulgado logo mais pelo USDA, possa apontar uma queda de 1 a 2 pontos
percentuais nas lavouras em condições boas a excelentes, frente aos 75%
indicados na semana passada.
Os contratos de milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,85 1/4,
alta de 0,75 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição
setembro de 2016 finalizou cotada a US$ 3,89 1/4 por bushel, ganho de 0,25
centavo de dólar.
Câmbio
As incertezas geradas pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE)
fez investidores buscarem novamente o dólar, que encerrou em alta ante o real
pelo segundo pregão seguido, acompanhando o movimento de outras moedas no
cenário externo. O dólar comercial subiu 0,44%, cotado a R$ 3,395 na venda.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
