Porto Alegre, 20 de junho de 2016 – O mercado brasileiro de milho teve
uma segunda-feira de preços de estáveis a mais baixos. Os negócios seguem
avançando de acordo com a colheita da safrinha. Os preços cederam de forma
abrupta em diversos estados, mais especificamente no Paraná e em São Paulo.
Os compradores permanecem bem posicionados e apresentam melhores
condições para forçar a baixa dos preços no curto prazo.
Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 39,50 para setembro,
contra R$ 40,00 de ontem. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio esteve
em R$ 38,50, inalterado. No Paraná, a cotação ficou em R$ 43,00 a saca em
Cascavel, estável. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 41,50 a saca na
Mogiana, contra R$ 45,00 do dia anterior. Em Campinas CIF, a cotação
ficou em R$ 45,00 a saca, contra R$ 48,00 do dia anterior.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 59,00 a saca em Erechim, estável.
Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 47,00 a saca, inalterado. Em
Goiás, preço esteve em R$ 40,00/ a saca em Rio Verde. Em Mato
Grosso, o preço ficou em R$ 26,00/30,00.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,2 milhão
em junho (13 dias úteis), com média diária de US$ 100 mil. A quantidade
total de milho exportada pelo país ficou em apenas 5,2 mil, com média de 400
toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 239,50.
Na comparação com a média diária de maio, houve uma baixa de 59,7% no
valor médio exportado, uma retração de 68,8% na quantidade e alta de 29% no
preço médio. Na comparação com junho de 2015, houve perda de 91,5% no valor
total exportado, recuo de 93,6% na quantidade total e valorização de 39,9% no
preço médio.
Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram
divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado, que já estava
pressionado pelas condições de clima favoráveis às lavouras de milho no
cinturão produtor, diante das recentes chuvas, acabou recuando ainda mais
depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou
um fraco desempenho para as inspeções de exportação.
Conforme o USDA, as inspeções de exportação norte-americana de milho
chegaram a 1.235.070 toneladas na semana encerrada no dia 16 de junho. Na
semana anterior, haviam atingido 1.707.867 toneladas. Em igual período do ano
passado, o total inspecionado foi de 1.115.832 toneladas. No acumulado do
ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 32.424.863
toneladas, contra 34.886.652 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos de milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 4,21 1/4,
baixa de 16,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição setembro de 2016 finalizou cotada a US$ 4,26 3/4 por bushel, recuo de
16,00 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,61%,
cotado a R$ 3,3980 para compra e a R$ 3,4000 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,3750 e máxima de R$ 3,4070.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
