São Paulo, 17 de junho de 2016 – O secretário de Agricultura de São
Paulo, Arnaldo Jardim, concedeu entrevista à Agência SAFRAS, durante a
InterCorte – Exposição Tecnológica da Cadeia Produtiva da Carne, na capital
paulista, e disse que a alta no preço do milho não tem solução no curto
prazo. “Embora o mercado futuro indique uma perspectiva de queda frente ao
valor médio de R$ 55,00 praticado hoje, talvez demore um pouco mais que ele
venha efetivamente a recuar”, afirma.
Jardim reconheceu que a maior pressão com a falta de milho hoje recorre ao
setor de suínos, embora afete bastante a avicultura e também os pecuaristas
do estado. “Há indicativos de que o preço irá retroceder para a casa de R$
24,00, embora em patamares bem superiores aos de outros anos, o que seguirá
pressionando a cadeia produtiva”, afirma.
Para ajudar o setor, o secretário ressalta que o governo federal irá
promover leilões de estoques públicos de milho, muito embora os volumes sejam
limitados. Segundo Jardim, também existem dúvidas no mercado com relação à
qualidade do cereal que será ofertado. “Não se sabe em que condições este
milho está”, comenta.
Por outro lado, Jardim entende que essa perspectiva de preço alto do milho
poderá trazer efeitos positivos em termos de uma elevação da área cultivada
na próxima safra, a exemplo do que já vem ocorrendo no estado no segmento de
grãos. “A área de grãos em São Paulo na safra 2015/16 teve um aumento 13%
em relação à temporada 2014/15, por conta do bom momento econômico
vivenciado pelo setor, pela ocupação de áreas de cana-de-açúcar e pela
maior ocupação de áreas a partir de projetos de integração
lavoura-pecuária-floresta”, sinaliza.
