MILHO: Chicago despenca avaliando clima, petróleo, dólar e juros nos EUA

Porto Alegre, 19 de maio de 2016 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT)
para o milho fechou as operações de hoje com preços acentuadamente mais
baixos. O mercado acentuou as perdas iniciais, em meio ao indicativo de clima
favorável ao plantio no cinturão produtor, queda nos preços do petróleo e
alta do dólar frente a outras moedas correntes. Nem mesmo o bom desempenho
das vendas líquidas semanais de milho foi capaz de trazer sustentação aos
preços.

A desvalorização do petróleo desestimula uma maior demanda por
combustíveis alternativos, como o etanol, que é produzido, nos Estados Unidos,
a partir do milho. Além disso, o mercado segue impactado pela sinalização de
uma possível elevação na taxa básica de juros dos Estados Unidos em junho,
ventilada ontem na reunião realizada pelo Federal Reserve, o banco central do
país.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2015/16, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.473.100 toneladas
na semana encerrada em 12 de maio. O número ficou 33% acima da semana
anterior e foi 13% superior à média das últimas quatro semanas. O Japão liderou
as compras com 572.600 toneladas. Para 2016/17, as vendas ficaram em 540.700
toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA). O mercado estimava número entre 1,1 milhão e 1,75 milhão de
toneladas.

Os contratos de milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,90,
baixa de 9,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição setembro de 2016 finalizou cotada a US$ 3,92 1/2 por bushel, baixa de
9,75 centavos de dólar.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS