O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes nesta segunda-feira, seguindo a oferta complicada para os compradores. A crise de abastecimento é uma realidade que deve ser corrigida apenas com a entrada da safrinha no mercado interno. Além de todos os problemas
climáticos que o país atravessa ainda há a intensa crise política que
produz forte volatilidade cambial, inviabilizando negócios futuros.
Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 35,00 para setembro. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio esteve em R$ 34,00. No Paraná, a cotação ficou em R$ 53,50 a saca em Cascavel, estável. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 49,50 a saca na Mogiana, inalterado. Em Campinas CIF, a cotação ficou em R$ 52,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 55,00 a saca em Erechim, estável.Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 45,50 a saca, inalterado. Em Goiás, preço esteve em R$ 44,00/48,00 a saca. Em Mato Grosso, o preço ficou em R$ 38,00/43,00.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações de hoje com preços mais baixos. Na véspera do relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os investidores optaram por realizar lucros, acompanhando outros mercados e refletindo o resultado abaixo do esperado para as inspeções de exportação. O clima favorável ao plantio nos Estados Unidos completou o cenário de pressão.
O Departamento deverá apresentar retração na sua projeção para os estoques finais americanos em 2015/16. O USDA também vai anunciar os primeiros números para a temporada 2016/17.
Analistas consultados por agências internacionais projetam estoques 2015/16 de 1,825 bilhão de bushels, abaixo dos 1,862 bilhão de bushels indicados em abril.
Em relação ao quadro de oferta e demanda para 2016/17, o mercado espera que o USDA indique safra americana de 14,158 bilhões de bushels. No ano anterior, a safra ficou em 13,601 bilhões de bushels. Para os estoques, o USDA indica número maior frente ao ano anterior, de 2,228 bilhões de bushels.
O USDA deve reduzir as suas estimativas para as safras de milho do Brasil e da Argentina. Para o Brasil, a indicação é de safra passando de 84 milhões para 80,2 milhões de toneladas. Na Argentina, a estimativa deverá passar de 28 milhões para 27,4 milhões de toneladas.
Os estoques finais globais para a temporada 2015/16 também deverão ser revisados para baixo, passando de 208,9 milhões para 206,2 milhões de toneladas. O USDA também deverá indicar elevação nos estoques finais de 2016/17, que ficaria em torno de 210,4 milhões de toneladas.
Os contratos de milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,69, perda de 8,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2016 finalizou cotada a US$ 3,71 por bushel, baixa também de 8,50 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar encerrou em alta de 0,54%, a R$ 3,524 na venda, num dia pautado pela movimentação da Câmara e do Senado que trouxeram incertezas para o processo de impeachment. No final da manhã de hoje, o presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) anulou as sessões do plenário que aprovaram o impedimento de Dilma Rousseff. Logo após esse anúncio, o dólar chegou a subir 4,9%, sendo cotado a R$ 3,677.
