Porto Alegre, 14 de abril de 2016 – O mercado brasileiro de milho teve
uma quinta-feira de movimentação moderada, mantendo as características de
preços firmes, sustentados pela oferta restrita. Segundo o analista de SAFRAS &
Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os problemas de abastecimento persistem
no mercado brasileiro. “As ofertas que chegam ao mercado são rapidamente
tomadas pelos consumidores, que permanecem em dificuldades para compor seus
estoques de maneira adequada”, comenta.
“Para a safrinha, a diferença entre intenção de venda e de compra
ainda trava as negociações. Além disso, há muita preocupação em torno das
perdas em alguns estados, como Mato Grosso do Sul e Goiás. Resta mensurar o
tamanho da quebra”, observou o analista.
Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 33,00 para setembro,
contra R$ 32,00 de ontem. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio esteve
em R$ 32,00, contra R$ 31,00 do dia anterior. No Paraná, a cotação ficou em R$
49,00/50,00 em Cascavel, contra R$ 51,00 de ontem. Em São Paulo, o preço
esteve em R$ 47,00/48,00 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou
em R$ 50,00/51,00 a saca, estável.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 51,50 a saca em Erechim, contra R$
52,00 do dia anterior. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$
43,50/45,50 a saca, contra R$ 42,00/43,00 de ontem. Em Goiás, preço esteve em
R$ 47,50/48,50 em Rio Verde. Em Mato Grosso, o preço ficou em R$ 36,00/42,00.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços mais altos. O mercado manteve o tom positivo de ontem,
sustentado pelo clima desfavorável no Brasil. Chuvas boas às lavouras
norte-americanas atuaram como limitador dos ganhos na sessão de hoje.
Previsões de clima desfavorável sobre outros países produtores, como a
Argentina, também colaboram para a alta. O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) indicou, hoje, boa demanda pelo grão estadunidense.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2015/16, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.135.800 toneladas
na semana encerrada em 07 de abril. O número ficou 20% acima da semana
anterior e 21% superior à média das últimas quatro semanas.
Conforme o USDA, o Japão liderou as compras com 396.700 toneladas. Para
2016/17, as vendas ficaram em 111.400 toneladas. O mercado previa número entre
850 mil e 1,4 milhão de toneladas.
Os contratos de milho com entrega em maio fecharam cotados a US$ 3,74, com
alta de 0,50 centavos em relação ao fechamento anterior. A posição junho de
2016 finalizou cotada a US$ 3,78 por bushel, ganho de 1,00 centavo de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações em baixa de 0,02%, cotado a R$
3,4740 para compra e a R$ 3,4760 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4560 e a máxima de R$ 3,5340.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
