Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2016 – O plantio da safrinha de milho do
Mato Grosso chegou a 65,3% da área estimada para 2015/16, de 3,378 milhões de
hectares. O número é do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária
(IMEA), com dados obtidos até 25 de fevereiro. Em igual período do ano
passado, o plantio era de 64,2%. Na semana passada, o número era de 41,8%.
SEMANA: Mesmo com avanço da colheita, milho segue firme em fevereiro
Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2016 – O mercado brasileiro de milho chega
ao final de fevereiro mantendo um quadro de preços bastante elevados, mesmo em
um pleno período de colheita da safra de verão. De acordo com as expectativas
de SAFRAS & Mercado, essa situação deve se estender ao longo do primeiro
trimestre, diante dos baixos estoques de passagem e do corte registrado na 1a
safra, que não oferece ofertas suficientes para o atendimento imediato da
demanda.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o ritmo de
embarques de milho deve cair até junho, diante da competição com a soja, o
que é bom para o mercado interno, embora outros fatores ainda estejam “em
jogo” para fazer com que as cotações venham a recuar um pouco, como a
condição da safrinha, que está em pleno plantio, a definição de área da
safra norte-americana e a questão dos custos internos de produção.
Para Molinari, somente haverá um mercado de milho mais tranqüilo e com
preços mais acomodados quando a safrinha e safra norte-americana estiverem fora
de risco, o que dependerá também do câmbio. “Um real desvalorizado poderá
ser um ingrediente para acelerar a exportação em 2016, trazendo uma pressão
ainda maior ao mercado interno”, disse.
Por outro lado, o analista ressalta que o governo tem tentado oferecer uma
oferta adicional de milho com os leilões de estoques públicos realizados desde
o começo de fevereiro, ofertando 150 mil toneladas semanais. Estes, no
entanto, têm sido insuficientes para atender aos anseios de todos.
“Os leilões vem abastecendo os estados da região Nordeste, bastante
carentes de oferta, muito embora não estejam sendo suficientes para resolver os
problemas de desabastecimento nos estados do Sul e Sudeste, por conta do
padrão de qualidade menor e da distância dos centros de consumo”, explica.
Diante deste quadro, Molinari acredita que a busca pelas importações de milho
de países vizinhos, como da Argentina, por exemplo, deverão ser mantidas no
curto prazo.
