Porto Alegre, 12 de fevereiro de 2016 – Mercado brasileiro de milho não
teve negócios reportados e seguiu lento. No início da próxima semana, as
atenções serão voltadas aos leilões que serão realizados no próximo dia
16, totalizando 150 mil toneladas.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a
demanda projetada segue bastante positiva, a julgar pela carência de milho em
determinadas regiões do país. A firmeza no mercado físico paulista ainda
oferece suporte ao movimento de alta na BM&F. Ressaltando que o foco tem sido
direcionado para a soja. “Com isso, há menor fixação de preços de milho,
da mesma maneira que diversos compradores ainda se deparam com estoques
enxutos”, explicou.
Essa combinação de fatores pode resultar em novos reajustes dos
preços nos próximos dias. Mesmo o avanço da colheita parece insuficiente para
alterar esse panorama, ao menos no curto prazo.
Em Santos, o preço se manteve em R$ 43/44,00. Enquanto isso, em
Paranaguá o preço médio esteve inalterado, a R$ 42/43,00. No Paraná, a
cotação comprador/vendedor em Cascavel esteve inalterada, a R$ 40/41,00. Em
São Paulo, o preço esteve estável, a R$ 40,50/41,50, na Mogiana. Em Campinas
CIF, a cotação encerrou em alta, a R$ 44,50/45,50 contra R$ 44/45,00 de ontem.
No Rio Grande do Sul, preço esteve estável, a R$ 41/42,00, em Erechim. Em
Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 43/44,00. Em Goiás, preço
esteve em estabilidade, a R$ 37/38,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço
esteve em alta, a R$ 31/32,00 contra R$ 29,50/30,50, em Rondonópolis de ontem.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mais baixos. Após abrir em alta, tentando
recuperação, o mercado oscilou e fechou em baixa, avaliando a pausa do fim de
semana prolongado nos Estados Unidos. A fraca demanda pelo grão
norte-americano segue pressionando os contratos.
Conforme o USDA, as vendas líquidas norte-americanas de milho para a
temporada comercial 2015/16, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em
405.000 toneladas na semana encerrada em 04 de fevereiro. O número ficou 64%
abaixo da semana anterior e 57% inferior à média das últimas quatro semanas.
Analistas esperavam entre 500 mil e 1,25 milhão de toneladas.
Os contratos de milho com entrega em março fecharam cotados a US$ 3,58
3/4 por bushel, com baixa de 1,50 centavo de dólar em relação ao fechamento
anterior. A posição maio de 2016 finalizou cotada a US$ 3,63 1/2 por bushel,
baixa de 1,50 centavo em relação ao último fechamento.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações em alta de 0,17%, cotado a
R$ 3,9890 para compra e a R$ 3,9910 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9680 e a máxima de R$ 4,0060.
Na semana, o dólar registrou alta de 2,04%.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência SAFRAS
