MILHO: Importações na China atingem recorde devido aos preços baixos

Porto Alegre, 26 de janeiro de 2016 – A China importou em 2015 um volume
recorde de milho e substitutos do grão, incluindo grãos secos de destilaria
(DDGS, na sigla em inglês) e sorgo, guiados por preços mais baixos no
exterior, mas as importações este ano podem cair mais de 50 por cento,
disseram operadores e analistas.

A China importou um recorde de 6,82 milhões toneladas de grãos secos
de destilaria em 2015, um aumento de 26 por cento ante o ano anterior, disseram
autoridades alfandegárias nesta terça-feira, com as usinas de ração
substituindo o milho doméstico, mais caro, por grãos secos de destilaria mais
baratos.

No entanto as importações de DDGS para a China, a maior compradora do
grão no mundo, um subproduto do etanol de milho, devem cair mais de 50 por
cento este ano. Pequim lançou uma investigação durante um ano sobre as
importações dos Estados Unidos, o maior exportador de DDGS, o que deve limitar
as compras chinesas, disseram analistas.

“Quase não haverá importações a partir de abril. Não soubemos de
quaisquer negócios fechados recentemente”, disse um operador de um grande
comprador chinês na província de Shandong, no Norte do país.

No entanto, a China, segundo maior consumidor de milho do mundo, está
planejando reformar seus preços. O país deixará o mercado decidir seus
preços domésticos do milho, para ajudar a limitar o aumento das importações
do país e o nível recorde de reservas estatais, disse uma autoridade sênior
do governo na segunda-feira.

“Os preços no exterior para o milho e substitutos são menos
competitivos, enquanto o controle do governo sobre as permissões de
importações pode reduzir as importações em um terço ou metade este ano”,
disse Li Qiang, analista chefe da JC Intelligence Co, de Shanghai. As
informações partem da Reuters.

Revisão: Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras