Porto Alegre, 16 de dezembro de 2015 – Mercado brasileiro de milho teve
uma quarta-feira bastante firme e com pouquíssimas ofertas. Em contraposição,
a demanda continuou abundante. Em decorrência disso, os preços seguiram
fortes e em alta. “O vendedor segura a oferta esperando preços melhores. Já
em algumas localidades, há pouco milho disponível”, comentou o analista de
SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.
Ele reitera que os negócios devem continuar nesse ritmo até o final do
ano, com cotações firmes e escassez de ofertas. Entretanto, salienta que nas
próximas duas semanas, tende a cair a fluidez dos negócios devido à
dificuldade de transporte e paralisação dos armazéns.
Em Santos, o preço ficou em alta, a R$ 39/39,50 contra R$ 39,00 a saca
de ontem. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio ficou inalterado, a R$
37,50 a saca. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou
estável, a R$ 32/34,00. Em São Paulo, o preço ficou firme e valorizada, a R$
33/34,00 contra R$ 33,00 de ontem, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação
ficou com leves ganhos, a R$ 38,00 contra R$ 37,50/38,00 de ontem.
No Rio Grande do Sul, preço ficou ascendente, a R$ 36,50 contra R$
36/36,50 de ontem, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia esteve
em estabilidade, a R$ 34,00. Em Goiás, preço em avanço, a R$ 28,00 contra R$
27/28,00 de ontem, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço subiu de R$ 19/23,00
para R$ 19,50/24,00, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mais baixos. Em meio à expectativa em torno da
definição das taxas de juros americanas, a ampla oferta mundial e a elevação
nos estoques americanos de etanol colocaram pressão sobre as cotações.
O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, decidiu elevar a taxa
básica de juros em 0,25 ponto percentual. Foi a primeira elevação na taxa
desde 2006. Para o mercado de commodities, o movimento do Fed deve fortalecer
o dólar e prejudicar as exportações americanas.
Os contratos de milho com entrega em março fecharam cotados a US$ 3,69
3/4 com baixa de 7,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição maio de 2016 finalizou cotada a US$ 3,75 1/4 por bushel, perda de 7,00
centavos.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações em alta de 1,18%, cotado a
R$ 3,9190 para compra e a R$ 3,9210 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9160 e a máxima de R$ 3,9640.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência SAFRAS
