SEMANA: Milho teve poucos negócios diante de flutuação cambial

Porto Alegre, 04 de dezembro de 2015 – O mercado brasileiro de milho
esteve focado nas flutuações cambiais. Essa situação resulta em um
comportamento cauteloso, tanto de compradores quanto de produtores, buscando
alternativas de se proteger da forte oscilação cambial, segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Os preços no físico paulista apresentam evidentes sinais de alta no
curto prazo. Considerando a redução da fixação por parte dos produtores que
seguem capitalizados, sem necessidade de negociar grandes volumes, além da
redução dos estoques entre alguns compradores.

As exportações de milho do Brasil renderam US$ 799,1 milhões em
novembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 40,0 milhões. A
quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 4,757,1 milhões de t,
com média diária de 237,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em
US$ 168,0.

Entre outubro e novembro, houve uma baixa de 8,8% no valor médio
exportado, uma desvalorização de 10% na quantidade e um acréscimo de 1,3%
no preço médio. Na relação entre novembro de 2015 e o mesmo mês de 2014,
houve alta de 52,4% no valor total exportado, avanço de 59,7% na quantidade
total e desvalorização de 4,6% no preço médio.

A média semanal de preços (de 30 de novembro até dia 3 de dezembro) em
Santos foi de R$ 38,38 a saca. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio
ficou a R$ 37,00 a saca. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel
ficou a R$ 30,50. Em São Paulo, o preço ficou a R$ 32,50, na Mogiana. Em
Campinas CIF, a cotação ficou a 36,17.

No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 36,00, em Erechim. Em Minas Gerais,
preço em Uberlândia esteve em R$ 32,00. Em Goiás, preço em R$ 27,00, em Rio
Verde. Em Mato Grosso, preço esteve em R$ 23,50, em Rondonópolis.

Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras