Porto Alegre, 27 de novembro de 2015 – O mercado brasileiro de milho
esteve centrado nas flutuações cambiais durante todo o mês de novembro.
Aliás, esse movimento foi bastante claro durante todo o segundo semestre. Essa
situação faz com que produtores e compradores busquem mecanismos para se
proteger da intensa volatilidade cambial.
Assim, os negócios fluem de acordo com a necessidade de ambas as
partes; a lentidão domina o mercado brasileiro de milho nos últimos três
meses, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
A perspectiva de mudança desse cenário não é das mais animadoras, uma vez que
os grandes produtores de milho do país permanecem capitalizados. Portanto, a
estratégia de negociar apenas o necessário tende a predominar no mercado
brasileiro também em dezembro.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 544,8 milhões em
novembro (14 dias úteis), com média diária de US$ 38,9 milhões. A quantidade
total de milho exportada pelo país chegou a 3,272,9 milhões de t, com média
diária de 233,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 166,4.
Entre outubro e novembro, houve uma baixa de 11,2% no valor médio
exportado, uma desvalorização de 11,5% na quantidade e um acréscimo de 0,4%
no preço médio. Na relação entre novembro de 2015 e o mesmo mês de 2014,
houve alta de 48,4% no valor total exportado, avanço de 57% na quantidade total
e desvalorização de 5,4% no preço médio.
A média de preços mensal de novembro em Santos foi de R$ 27,12 a saca.
Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio ficou em R$ 35,03a saca. No
Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$ 30,53. Em São
Paulo, o preço ficou em R$ 31,88, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação
ficou a R$ 35,47.
No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 36,44, em Erechim. Em Minas Gerais,
preço em Uberlândia esteve a R$ 35,03. Em Goiás, preço a R$ 26,76, em Rio
Verde. Em Mato Grosso, preço em R$ 21,12, em Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
