Porto Alegre, 20 de novembro de 2015 – O mercado brasileiro de milho
teve uma semana de poucos negócios, com foco no câmbio. O fluxo de
comercialização foi inexpressivo, diante das flutuações do dólar, o que
manteve comprador e vendedor afastados.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o
panorama deve permanecer igual; complicado e volátil, enquanto houver
instabilidade política e econômica.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 376,3 milhões até o
momento, em novembro, com média diária de US$ 41,8 milhões. A quantidade
total de milho exportada pelo país chegou a 2,242 milhões de toneladas, com
média diária de 249,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$
167,80.
Na comparação com a média diária de outubro, houve uma baixa de 4,6%
no valor médio exportado, uma retração de 5,7% na quantidade e alta de 1,2%
no preço médio. Na comparação com novembro de 2015, houve ganho de 59,5% no
valor total exportado, alta de 67,3% na quantidade total e desvalorização de
4,7% no preço médio.
Nesta quinta-feira (19), em Santos, o preço ficou em leve R$ 35/36,50 a
saca. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio ficou em R$ 34/35,00 a saca.
No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$ 29/30,50. Em
São Paulo, o preço ficou em R$ 30/31,00, na Mogiana. Em Campinas CIF, a
cotação ficou a R$ 34/34,50.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em estabilidade a R$ 35,50/36,50, em
Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia esteve inalterado, a R$
30,50/32,00. Em Goiás, preço em R$ 26,50/27,50, em Rio Verde. Em Mato Grosso,
preço em R$ 23/24,00, em Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
