MILHO: China pode retomar planos de etanol para aliviar estoque recorde

Porto Alegre, 16 de outubro de 2015 – A China, segundo maior consumidor
de milho do mundo, está se preparando para retomar a construção de usinas de
etanol à base do cereal, depois de quase uma década de proibição, em um
movimento que pode ajudar o país a absorver os estoques recordes do grão,
disseram fontes da indústria.

Pequim suspendeu o etanol de milho no final de 2006 por preocupações
sobre a segurança alimentar, quando os preços da commodity estavam mais altos
no mercado interno.

A China, desde então, passou a usar o sorgo, mandioca e outros grãos para
produzir etanol, mas a expansão foi limitada pela escassez de matérias-primas
não alimentícias.

A retomada do plano pode focar milho de pior qualidade, enquanto a
expansão da produção do combustível menos poluente poderia ajudar o país a
reduzir emissões de carbono, segundo especialistas.

A China é o terceiro produtor de etanol do mundo, depois dos Estados
Unidos e do Brasil, com uma produção de 2,27 milhões de toneladas no ano
passado.

Estimativas do setor indicam que cerca de um quinto da gasolina da China
tem atualmente mistura de etanol.

Os governos locais apresentaram propostas para construir mais de um milhão
de toneladas em capacidade anual de produção de etanol à base de milho,
principalmente nas províncias de Heilongjiang, Jilin e Liaoning, no nordeste do
país, disse uma fonte da indústria.

Os planos ainda estão pendentes de aprovação pela Comissão de Reforma e
Desenvolvimento Nacional (NDRC), disse a fonte.

As informações partem da Reuters Brasil.