Porto Alegre, 19 de agosto de 2015 – o mercado de milho permaneceu
travado, com poucos negócios. Em Goiás, foi mais movimentado, com bons
volumes negociados para o final do ano e para a safrinha 2016 pelas tradings.
O câmbio segue como variável-chave ao longo do mês. “Com a desvalorização do
real, o produtor recua na intenção de negociar. Portanto o mercado acaba fluindo
de maneira mais lenta”, explicou o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando
Henrique Iglesias.
Apesar disso, os compradores ainda não estão desabastecidos e não
atuam de forma agressiva nos negócios. A colheita flui em bom ritmo em grande
parte do Centro-Oeste, e os trabalhos aproximam-se da conclusão.
Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá esteve em
baixa, a R$ 30,50/31,00 contra R$ 31,50 de ontem. No Porto de Santos, preço
esteve com ganhos, a R$ 32/33,00 contra R$ 32,00 de ontem. No Paraná, a
cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou com ganhos, a R$ 24,50/25,50
contra R$ 24,00/25,00 de ontem. Em São Paulo, o preço esteve em leve queda, a
R$ 24,50/25,50 contra R$ 25,00 a saca de ontem, na Mogiana. Em Campinas
CIF, a cotação ficou em leve alta, a R$ 27,50/28,30 contra R$ 27,50 a saca de
ontem.
No Rio Grande do Sul, preço ficou inalterado, a R$ 28,50/29,00, em
Erechim, estável. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia esteve em
valorização, a R$ 24,50/25,50 contra R$ 24/25,00 a saca de ontem. Em Goiás,
preço esteve em valorização, a R$ 21/22,00 contra R$ 20/21,00 de ontem, em
Rio Verde. Em Mato Grosso, preço em alta, a R$ 18/19,00 contra R$ 16/19,00 de
ontem, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mistos. Os contratos com entrega mais recente
buscaram suporte nas perspectivas de queda no rendimento médio das lavouras
em Indiana, leste dos Estados Unidos, conforme avaliação feita pela “Crop Tour”
da Pro Farmer.
Segundo a avaliação, as lavouras de milho em Indiana, no leste dos
Estados Unidos, estão se desenvolvendo pior neste ano, na comparação com a
média dos últimos três anos. A produtividade média do milho deve ficar em
142,94 bushels por acre em Indiana, ante a média de 155,21 bushels por acre
nos últimos três anos. Em 2014, a média ficou em 185,03 bushels por acre. No
início de agosto, o Departamento de Agricultura do país (USDA) estimou a
produtividade em 158 bushels por acre para 2015. Para 2014, o USDA previu 188
bushels por acre.
O quadro de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no
cinturão produtor, de modo geral, pressionou os contratos mais distantes.
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 3,67
1/4, com alta de 1,00 centavo em relação ao fechamento anterior. A posição
dezembro finalizou cotada a US$ 3,78 1/2 por bushel, ganho de 1,25 centavo de
dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,60%,
cotado a R$ 3,4850 para compra e a R$ 3,4870 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4600 e máxima de R$ 3,5150.
