SEMANA: Milho teve forte volatilidade com USDA e produtor se ausentou

Porto Alegre, 14 de agosto de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
uma semana muito tumultuada com a forte volatilidade do câmbio e da Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). A tensão com o relatório do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que surgiu baixista e derrubou os preços
na CBOT.

Com a queda, o mercado praticamente paralisou, com o vendedor não
aceitando baixar os preços para o cereal, conforme o analista de SAFRAS &
Mercado, Paulo Molinari. “Não se nota pressão de venda regional”,
comentou.

O relatório de agosto de oferta e demanda do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos apontou uma redução na estimativa de produção da safra
2015/16 mundial. Segundo o USDA, a produção global de milho em 2015/16 deve
atingir 985,61 milhões de toneladas, contra as 987,11 milhões de toneladas
estimadas em julho. Os estoques de passagem devem ficar em 195,09 milhões
de toneladas, bem acima das 189,95 milhões de toneladas previstas no mês passado.
Os estoques finais ficaram bem acima da expectativa do mercado, que trabalhava
com um volume de 188,7 milhões de toneladas.

A safra americana 2015/16 está estimada em 347,64 milhões de
toneladas, ante as 343,68 milhões de toneladas indicadas no mês passado. A
estimativa de safra brasileira foi elevada de 77 para 79 milhões de toneladas.
A safra da África do Sul foi estimada em 13,5 milhões de toneladas, sem
alterações. A China deverá produzir 225 milhões de toneladas, quatro
milhões de toneladas a menos em relação ao estimado em julho. A Ucrânia teve
sua projeção de safra elevada de 26 milhões de toneladas para 27 milhões de
toneladas. A safra da Argentina, por sua vez, não sofreu alterações e foi
mantida em 25 milhões de toneladas.

Nesta quinta-feira (12), para o milho safrinha, a indicação no porto em
Paranaguá esteve em R$ 30,00. No Porto de Santos, preço esteve em R$ 30,50.
Já no Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou inalterada, a
R$ 24,00/25,00. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 26/26,00 a saca, na
Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou em R$ 28,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 27,50/28,00, em Erechim, estável.
Em Minas Gerais, preço em Uberlândia esteve em R$ 24,00/25,50 a saca. Em
Goiás, preço esteve em R$ 20/21,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço a
R$ 16/19,00, em Rondonópolis.

Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras