Porto Alegre, 14 de agosto de 2015 – O mercado brasileiro de milho esteve
paralisado nesta sexta-feira após o relatório do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA) relatar na quarta-feira (12) estoques finais mundiais
muito acima do previsto. Os produtores não aceitam ainda baixar preços e não
se nota pressão de venda regional, conforme o analista de SAFRAS & Mercado,
Paulo Molinari. Os preços ficaram estáveis.
Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá esteve nominal
em R$ 29,50 contra R$ 30,00 de ontem. No Porto de Santos, preço esteve em
alta, a R$ 30,50/31,00 contra R$ 30,50 de ontem. Já no Paraná, a cotação
comprador/vendedor em Cascavel ficou inalterada, a R$ 24,00/25,00. Em São
Paulo, o preço esteve em R$ 26/26,00 a saca, na Mogiana. Em Campinas CIF, a
cotação ficou a R$ 28,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 27,50/28,00 a saca, em Erechim,
estável. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia esteve em R$ 24,00/25,50 a
saca. Em Goiás, preço esteve em R$ 20/21,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso,
preço a R$ 16/19,00, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mistos. O cereal reverteu as perdas iniciais em
meio ao ceticismo do mercado quanto aos números tão expressivos previstos pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no relatório de oferta e
demanda de agosto para a safra norte-americana e global. Ao longo da sessão,
os contratos oscilaram, encerrando mistos.
Segundo o USDA, a produção global de milho em 2015/16 deve atingir
985,61 milhões de toneladas, contra as 987,11 milhões de toneladas estimadas
em julho. Os estoques de passagem devem ficar em 195,09 milhões de
toneladas, bem acima das 189,95 milhões de toneladas previstas no mês passado.
Os estoques finais ficaram bem acima da expectativa do mercado, que trabalhava
com um volume de 188,7 milhões de toneladas. A safra americana 2015/16 está
estimada em 347,64 milhões de toneladas, ante as 343,68 milhões de toneladas
indicadas no mês passado.
A previsão de clima favorável no cinturão produtor ao desenvolvimento
das lavouras, no entanto, segue atuando como um fator baixista às cotações,
limitando os ganhos.
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 3,64
1/4, com alta de 0,25 centavo em relação ao fechamento anterior. A posição
dezembro finalizou cotada a US$ 3,75 3/4 por bushel, ganho de 0,25 centavo de
dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,88%,
cotado a R$ 3,4810 para compra e a R$ 3,4830 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4600 e máxima de R$ 3,5160.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência SAFRAS
