SEMANA:Milho teve poucos negócios diante de comprador e vendedor recuados

Porto Alegre, 19 de junho de 2015 – O mercado de milho brasileiro
teve uma semana de poucos negócios e preços praticamente estáveis. O
comprador está na retranca, no aguardo da entrada de uma maior oferta da
safrinha para que os preços baixem e fiquem mais acessíveis. Por outro lado, o
vendedor também encontra-se na defensiva, na esperança de preços melhores.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias,
tudo leva a crer que, com a intensificação dos trabalhos na safrinha, os
preços deverão, inevitavelmente, baixar frente ao maior volume de ofertas
disponível.

As exportações de milho do Brasil renderam US$ 11,3 milhões até a
segunda semana de junho (nove dias úteis), com média diária de US$ 1,3
milhão. A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 68,4 mil
toneladas, com média diária de 7,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada
ficou em US$ 164,5.

Entre maio e junho, houve uma alta de 266,1% no valor médio
exportado, uma valorização de 291,7% na quantidade e um decréscimo de 6,5%
no preço médio. Na relação entre junho de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
alta de 33,9% no valor total exportado, avanço de 33,6% na quantidade total e
desvalorização de 22,9% no preço médio.

Nesta quinta-feira (18), para o milho safrinha, a indicação no porto
em Paranaguá ficou em R$ 28,00. No Porto de Santos, preço ficou em R$ 29,00.
Já no Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$ 22/23,00.
Em São Paulo, o preço ficou a R$ 22/22,50, na Mogiana. Em Campinas CIF,
cotação ficou a R$ 25/25,50.

No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 25/26,00, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia ficou a R$ 22,00. Em Goiás, preço a R$ 20/21,00,
em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço a R$ 13/17,00, em Rondonópolis.

Carine Lope