MERCADO: Milho esteve moroso nos negócios com pressão de baixa

Porto Alegre, 29 de maio de 2015 – O mercado de milho no Brasil teve uma
sexta-feira morosa nos negócios. Os compradores seguiram recuados, aguardando
pelo início da safrinha, quando a pressão de oferta não permitirá a
manutenção dos preços, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando
Henrique Iglesias. “Os preços devem cair nos próximos dias diante do fraco
interesse de compra”, afirmou.

Os portos perderam força nos preços diante da baixa no pregão de hoje
da Bolsa de Mercadorias de Chicago. Para o milho safrinha, a indicação no
porto em Paranaguá ficou em baixa, a R$ 27,50 contra R$28/29,00 de ontem. No
Porto de Santos, preço ficou em queda, a R$ 29,50 contra R$ 30/30,50 de ontem.
Já no Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou estável, a R$
22/23,00. Em São Paulo, o preço ficou em R$ 22/23,00, estável, na Mogiana. Em
Campinas CIF, cotação ficou em estabilidade, a R$ 25,50/26,00.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 24,40/25,50 a saca, em Erechim. Em
Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 22,50/23,00. Em Goiás, preço
em estabilidade, a R$ 20/21,50, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço a R$
16/17,00, em Rondonópolis.

CBOT

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mais baixos. O mercado reverteu os ganhos
iniciais e foi pressionado pelo cenário fundamental.

Após repercutir positivamente o incremento na produção de etanol
norte-americano, o mercado passou a ser pressionado pelo fraco resultado das
vendas líquidas semanais de milho do país, bem como pelo quadro climático
favorável ao desenvolvimento das lavouras no cinturão produtor.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as
vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2014/15,
que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 654.600 toneladas na semana
encerrada 21 de maio. O número ficou 19% abaixo do registrado na semana
passada e 8% menor à média em quatro semanas.

O principal comprador do cereal americano no período foi o Japão, com
211.100 toneladas. Para a temporada 2015/16, as vendas líquidas ficaram
negativas em 6.700 toneladas.

Os contratos milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,51 1/2
com baixa de 2,00 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição julho finalizou cotada a US$ 3,57 1/4 por bushel, recuo de 2,25
centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,72%,
cotado a R$ 3,1850 na compra e a R$ 3,1870 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1370 e a máxima de R$ 3,1950.