Porto Alegre, 10 de abril de 2015 – O mercado de milho brasileiro teve
poucos negócios e uma fraca presença de compradores durante a semana.
Primeiramente, essa situação foi explicada pela desvalorização do dólar
frente a outras moedas correntes, o que deixou a comercialização travada.
Após um primeiro momento, os preços ficaram mais frágeis em São Paulo diante
do surgimento de ofertas. Ademais, a Bolsa de Mercadorias de Chicago e o real
não ajudaram na formação de preços.
Já na metade da semana, o comprador esteve recuado, aguardando por
novas quedas, uma vez que os preços no Porto de Paranaguá vinham caindo
bastante frente aos fatores citados. Já quinta-feira (09), o surgimento de
ofertas foi geral no Brasil, com pressão forte para baixo nos preços frente à
intensificação da colheita. Diante desse quadro, o comprador aproveitou para
se distanciar dos negócios o que causou uma fraqueza no volume geral de cereal
negociado.
O relatório de abril de oferta e demanda mundial de milho na temporada
2014/15, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
ontem, estimou que a produção deverá ficar em 991,92 milhões de toneladas,
acima das 989,66 milhões de toneladas previstas no mês passado. Os estoques
finais de passagem foram projetados em 188,46 milhões de toneladas, acima das
185,28 milhões de toneladas indicadas em março e à frente das 187,1 milhões
de toneladas previstas pelo mercado.
A safra americana 2014/15 está estimada em 361,09 milhões de
toneladas, a mesma indicada em março. A estimativa de safra brasileira foi
mantida em 75 milhões de toneladas, em linha com a expectativa do mercado. A
safra da África do Sul foi estimada em 11,3 milhões de toneladas, ante as 11,5
milhões previstas no mês passado. A China deverá produzir 215,5 milhões de
toneladas, mesmo volume previsto em março. A Ucrânia teve sua projeção de
safra mantida em 28,45 milhões de toneladas. A safra da Argentina foi elevada
de 23,5 para 24 milhões de toneladas, superando a estimativa do mercado que
indicava uma produção de 23,7 milhões de toneladas.
Nesta quinta-feira (09), para o milho safrinha, a indicação no porto
em Paranaguá ficou em R$ 28,50 a saca. No Porto de Santos, preço em R$ 29,50.
No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou
inalterada, em R$ 25/26,00. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 24/24,50, na
Mogiana. Em Campinas CIF, cotação ficou em R$ 28/28,30.
No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 26,50/27,00, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia a R$ 27,00. Em Goiás, preço a R$ 25,00, em Rio
Verde. Em Mato Grosso, preço em R$ 17/20,00, em Rondonópolis.
