MERCADO MILHO: Sexta-feira tem inexpressivo volume de negócios

   Porto Alegre, 08 de julho de 2022 – O mercado brasileiro de milho teve preços pouco alterados nesta sexta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a semana terminou com inexpressivo fluxo de negócios.

  “Os consumidores locais seguem focados no recebimento do milho previamente negociado, atuando ainda de maneira tímida. A percepção é que o avanço da colheita no decorrer do mês resultará em um quadro mais confortável de abastecimento. No entanto, precisa ser mencionado que a paridade de exportação será o balizador dos preços”, apontou Iglesias.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 86,50 (compra) a R$ 88,50 (venda) a saca (CIF) para julho. Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 86,50/88,50 a saca para julho.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 80,50/85,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 80,00/83,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 82,00/84,00 a saca.

  No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 90,00/94,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 75,00/80,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 71,00/R$ 73,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 65,00/70,00 a saca em Rondonópolis.

Chicago

  A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais altos. O mercado acelerou os ganhos, em meio às notícias mais positivas sob o ponto de vista econômico, com a criação de vagas de emprego nos Estados Unidos acima das expectativas, o que gera um sentimento de menor aversão ao risco.

  Preocupações com o cenário climático nos Estados Unidos, com a redução da umidade em áreas do cinturão produtor do país e a alta nos preços do petróleo também atuaram como fatores de suporte.

     Na semana, a posição setembro subiu 2,18%.

   A fraca demanda para o cereal estadunidense pesou negativamente, bem como a expectativa do mercado com relação ao relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura do País, que será divulgado na próxima terça-feira (12) e que deve indicar um aumento na produção de milho.

   As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 66.600 toneladas na semana encerrada em 30 de junho – menor patamar da temporada. Representa um forte recuo frente à semana anterior e sobre a média das últimas quatro semanas. O México liderou as compras, com 67.400 toneladas.

   Para a temporada 2022/23, foram mais 111.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 700 mil toneladas, somando-se as duas temporadas.

  As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

  Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,33 1/4 por bushel, ganho de 24,25 centavos de dólar, ou 3,98%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,23 1/2 por bushel, alta de 27,25 centavos, ou 4,57% em relação ao fechamento anterior.

Dólar

   O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,42%, sendo negociado a R$ 5,2680 para venda e a R$ 5,2660 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2610 e a máxima de R$ 5,3690. Na semana, o dólar caiu 1,03% ante o real.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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