Porto Alegre, 8 de julho de 2022 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços acentuadamente mais altos. O mercado acelerou os ganhos, em meio às notícias mais positivas sob o ponto de vista econômico, com a criação de vagas de emprego nos Estados Unidos acima das expectativas, o que gera um sentimento de menor aversão ao risco.
Preocupações com o cenário climático nos Estados Unidos, com a redução da umidade em áreas do cinturão produtor do país e a alta nos preços do petróleo também atuaram como fatores de suporte.
Na semana, a posição setembro subiu 2,18%.
A fraca demanda para o cereal estadunidense pesou negativamente, bem como a expectativa do mercado com relação ao relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura do País, que será divulgado na próxima terça-feira (12) e que deve indicar um aumento na produção de milho.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2021/22, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 66.600 toneladas na semana encerrada em 30 de junho – menor patamar da temporada. Representa um forte recuo frente à semana anterior e sobre a média das últimas quatro semanas. O México liderou as compras, com 67.400 toneladas.
Para a temporada 2022/23, foram mais 111.200 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 200 mil e 700 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,33 1/4 por bushel, ganho de 24,25 centavos de dólar, ou 3,98%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,23 1/2 por bushel, alta de 27,25 centavos, ou 4,57% em relação ao fechamento anterior.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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