Porto Alegre, 1o de julho de 2022 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias.
– O mercado começa a apresentar sinais mais consistentes de queda após o relatório do USDA, o volume de milho ofertado no Centro-Sul já apresenta sinais de avanço
– A tendência natural para o curto prazo é de pressão de baixa, considerando o avanço da colheita no Centro-Sul do país de uma safrinha de boa proporção
– Como fator de sustentação precisa ser mencionado o processo de desvalorização cambial, com o real rompendo a linha dos R$ 5,30/dólar
– O mercado interno tende a caminhar na direção da paridade de exportação, algo compreensível em um ano em que o milho brasileiro será bastante demandado do ponto de vista internacional.
– Na CBOT, o mercado digere o relatório trimestral de estoques que foi divulgado pelo USDA no decorrer da última quinta-feira. O incremento da área plantada de milho foi um grande elemento de queda
– Agora o foco do mercado é direcionado ao desenvolvimento das lavouras no Meio Oeste norte-americano, com um Weather Market bastante tenso
– O modelo climático do NOAA ainda sinaliza para chuvas acima do normal e temperaturas elevadas na região produtora, o que permite o desenvolvimento adequando das lavouras
– Os relatórios semanais que apresentam condições das lavouras são um norte importante para o curto prazo, assim como as vendas líquidas semanais também são.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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