Porto Alegre, 02 de abril de 2015 – O mercado de milho brasileiro teve
uma semana conturbada devido à volatilidade da Bolsa de Mercadorias de
Chicago e do câmbio. Os preços estão acima das expectativas para um período
de colheita em função do câmbio, segundo o analista de SAFRAS & Mercado,
Paulo Molinari.
“A previsão para os próximos dias é de comercialização lenta e de
preços estáveis, aguardando o final da colheita da soja”, projetou o
analista. As exportações de milho do Brasil renderam US$ 132,9 milhões em
março (22 dias úteis), com média diária de US$ 6 milhões. A quantidade
total de milho exportada pelo país chegou a 675,4 mil toneladas, com média
diária de 30,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 196,8.
Entre fevereiro e março, houve uma baixa de 47,3% no valor médio
exportado, uma desvalorização de 50% na quantidade e um acréscimo de 5,4%
no preço médio. Na relação entre março de 2015 e o mesmo mês de 2014,
houve baixa de 6.4% no valor total exportado, avanço de 1% na quantidade total
e desvalorização de 7,3% no preço médio.
Nesta quinta-feira (01) para o milho safrinha, a indicação no porto em
Paranaguá ficou em R$ 29,50 a saca. No Porto de Santos, preço em R$ 30,50.
No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em
R$ 26,00, estável. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 26,00, na Mogiana. Em
Campinas CIF, cotação ficou em estabilidade, a R$ 29,50/30,00.
No Rio Grande do Sul, preço ficou inalterado, a R$ 27/28,00, em Erechim.
Em Minas Gerais, preço em Uberlândia em estabilidade, a R$ 27/28,00. Em
Goiás, preço a R$ 25/26,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço estável a R$
17/20,00, em Rondonópolis.
