Porto Alegre, 4 de março de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Novas fortes altas do milho na CBOT
– As elevações são reflexo das constantes fortes valorizações no trigo,
devido às sanções que estão sendo impostas ao maior exportador mundial, a Rússia
– Também, o impedimento da Ucrânia, como terceiro maior exportador, em cumprir os contratos de exportação de milho ajuda no movimento de alta global
– Importadores que têm compras realizadas na Ucrânia terão que partir para outros mercados para atender à sua demanda de curto prazo
– Enquanto, o mercado de trigo não encontrar acomodação, não haverá acomodação para o milho
– Em março, dois relatórios fundamentais: dia 09 Oferta e Demanda e dia 31 de março Intenção de Plantio para os EUA
– Os dois relatórios tendem a ser altistas para milho
– No mercado interno, apesar do melhor interesse do produtor em vender milho e segurar soja, o milho apresentou mudança importante de contexto na semana
– O quadro de crise externa chegou ao Brasil, no caso do milho
– Compradores internacionais avançaram em milho disponível brasileiro na semana e um surto exportador foi registrado em pleno primeiro semestre
– O quadro que já parece bastante ajustado agora pode ficar mais complicado com este novo fluxo de vendas na exportação para abril e maio
– Talvez 1 milhão de toneladas possam entrar no espaço de exportação para estes próximos 60 dias. Volume necessário para atender a demanda interna
– Contudo, no movimento de pressão pelo lado dos consumidores para derrubar os preços do milho, o setor parece ter ignorado as altas da CBOT e o quadro internacional.
– Agora, o exportador ressurgiu pagando preços altos, de R$ 106 a 113 nos portos e absorvendo grandes volumes internos
– Ignorar a variável externa quando se refere a altas é uma das características da demanda interna e mais uma vez o revés está vindo por este ambiente
– Agora o mercado terá que ajustar os seus estoque e competir com o exportador para garantir abastecimento até a entrada da safrinha em julho.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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