Porto Alegre, 29 de outubro de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Retenção por parte do produtor norte-americano em plena colheita ajuda a segurar preços na CBOT
– Troca com fertilizantes muito ruim ajuda a conter as vendas de milho e compra de insumos
– Alto preço do petróleo reativa produção de etanol que atinge o melhor nível em três anos e com margens positivas
– A retomada da produção de etanol pode gerar uma demanda inesperada pelo quadro de oferta e demanda de milho e cortar estoques
– Altas nos preços futuros na China após a colheita chinesa de milho oferece sinais de que a China pode voltar às compras
– Trigo mantendo preços muito firmes não pressiona o milho
– Exportações dos EUA ainda lentas frentes às previsões de bom volume no ano
– Enquanto os preços sobem nos EUA mesmo com a segunda maior safra da história, no Brasil os preços caem após a maior quebra de safrinha da história
– Os produtores seguem vendendo no mercado interno de forma inexplicável neste momento.
– Talvez para a compra de insumos, para liberação antecipada de espaço devido à chegada da soja já em janeiro, para não vender soja vendem milho, consumidores com alguma posição de estoque, etc
– O fato é que o produtor hoje derruba preços de mercado interno
– Agora os preços internos começam novamente a se encaixar na paridade de exportação e novos volumes estão sendo acrescentados nos embarques de novembro a janeiro
– Se haveria esta pressão de venda em dezembro e janeiro por liberação de espaço podemos imaginar esta foi antecipada e deixará de existir em janeiro
– Contudo, enquanto o produtor estiver pressionando a venda os preços não voltarão a subir no mercado interno mesmo com quadro de abastecimento ajustado
– Safra de verão avançando em boas condições até o momento.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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